O blog da Anja!

O blog da Anja!
Eu sou uma Anja dos tempos modernos que adora contar histórias! Gosto de dar asas à imaginação.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Como é vivida a quadra Natalícia no Porto

Não seria uma nortenha orgulhosa se não fosse ao Porto admirar a festa e a árvore de Natal. A animação na avenida dos Aliados era contagiante. Centenas de pessoas que circulavam à volta da árvore contemplando a sua grandiosidade e beleza. Tiraram muitas fotos à árvore de Natal, às pequenas árvores enroladas com luzinhas e, claro, aos seus familiares. Outros passeavam pelas zonas mais iluminadas e animadas da cidade, porque o comercio ficou aberto até mais tarde, trazendo muita gente à baixa. Uma pista de gelo para os miúdos e graúdos darem uns valentes "ternos" na pista gelada. Juro-vos que fiquei atentada a experimentar os malditos patins azuis até chegar ao ridículo de me segurar ao pinguim ou ao patinho de plástico se fosse o caso. E olhem que o tal do boneco "a pára tombos" só estava a ser utilizada pelas crianças menores acompanhadas de um dos seus pais. Mas depois de ficar algum tempo a observar os adolescentes inexperientes que se "espalhavam" dolorosamente pela pista de gelo, pude observar, uma plateia, que circundava a pista de gelo e que se divertia à "brava"com os tombos dos patinadores amadores, desfazendo-se em risos e gargalhadas. Achei melhor não dar espetáculo de graça e juntar-me à maioria que se divertia com as quedas dos outros. Depois fui até à feira de artesanato que foi realizada dentro de um enorme globo de plástico. Gostei de todos os artistas e dos seus trabalhos manuais. Mas o que me chamou, realmente atenção foi um artesão que trabalhava o vidro com o calor do fogo e conseguia fazer peças de arte lindíssimas e delicadas como uma simples flor ou uma borboleta. Como estava uma noite gelada ainda procurei um café aberto nas proximidades para aquecer-me, mas sem sucesso. Então achei que era a altura certa de me vir embora. Afinal uma cama quentinha esperava por mim em casa. Mas trouxe comigo algumas fotos para vos mostrar a beleza do Porto, à noite, numa quadra tão especial como o Natal. Espero que gostem.












segunda-feira, 23 de novembro de 2015

O mundo em guerra!

O mundo anda em guerra! Terrorismo! Refugiados! Morte! Sofrimento! Medo! Vejo as notícias no telejornal e todos os dias novas ameaças pairam no ar em várias países da Europa. Como podem seres humanos, irmãos odiarem-se tanto!?? Diferenças de cultura, religião e de mentalidades podem desencadear guerras tremendas onde inocentes morrem aleatoriamente, porque, simplesmente estavam no local errado à hora errada. Quando o ser humano vai perceber que só o caminho da paz, da tolerância e do respeito das diferenças pode criar um mundo melhor para todos? Quando!!? O direito à vida. Quem tira a vida de outro ser humano está a fazer o papel de Deus! Só Deus que nos concede a vida e só Ele a pode tirar!

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Jamais te esquecerei



Hoje venho falar-vos da pessoa mais bondosa, doce e amiga que eu já conheci na vida, o meu avô Américo. Mal comecei a dar os meus primeiros passos, o meu avô levava-me pela mão a passear e a mostrar-me o mundo. Foi com ele que eu conheci e aprendi as primeiras coisas da vida, as pessoas, os locais, as primeiras palavras e as festas na minha terra. Não precisava pedir nada ao meu avó, bastava dizer:- Que, lindo, avô! Que ele prontamente ia buscar tudo para mim sem eu nada lhe pedir. Sempre com um sorriso nos lábios, uma paciência admirável para satisfazer os meus caprichos e responder a todas as minhas perguntas de menina curiosa. No cima da igreja, vejo ao fundo algo que rodopiava ao sabor do vento e digo espantada:- Avó que lindo, o que é? Diz ele:- São vira ventos! Qual gostas mais? Eu prontamente respondi: - Avó, gosto do azul, é tão giro! Ele dirigiu-se ao feirante e comprou-me o vira vento azul, o meu preferido. Eu não cabia em mim de contente! Fiquei completamente enfeitiçada a olhar para o vira vento a rodopiar frenéticamente na minha mão. O meu avô era um senhor idoso que vivia com uma pequena reforma, mas naquela idade tão tenra dos meus 5/6anos não sabia dessas coisas práticas da vida. E agora que sou uma adulta, percebo com que esforço o meu avô comprava os meus presentes, só para me ver feliz e sorridente. Por isso ele é e sempre será a pessoa mais maravilhosa e bondosa que eu já conheci na vida. Obrigado por tudo, meu querido avô. Amo-te muito!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

A história das almas penadas



Era inverno, fazia muito frio e já passava das três da madrugada. Naquela noite estava inquieta, não conseguia adormecer. Umas horas antes, tinha tido uma conversa assustadora com os amigos na escola. Falamos de casas assombradas, de almas penadas e fenómenos insólitos. Os míudos adoram falar sobre esses temas.Talvez essa fosse a razão da minha insónia. Nas trevas da noite, ouvia-se um trepidar dos ramos das árvores, a bater insistentemente nas persianas das janelas e um assobiar constante do vento que arrastava tudo por onde passava. Uma noite realmente sinistra! Até as sombras do meu quarto pareciam personagens diabólicas retiradas de alguns filmes de terror. A conversa com os meus colegas de escola não me saía da cabeça. O Manel, colega de escola de ar franzino, mas com uma imaginação diabólica, contou-nos que os avós viviam numa casa assombrada. De noite, os avós ouviam gritos, arrastar de correntes e portas a bater. O grupo ficou logo todo arrepiado, mas mesmo assim insistiam em lhe perguntar pormenores sobre a história. Dizia o Zé, o mais curioso do grupo:- Ó Manel, mas os teus avós já falaram com eles? Eles não têm medo de lá viver!?? O Hugo, o mais medricas de todos afirmava:- Ai se fosse eu não dormia lá nem uma noite! Eu ria-me e dizia sarcásticamente para o Hugo:- És tão medricas! E o grupo ria-se em uníssono. E continuava insistentemente a atormentar o assustadiço do Hugo:- Já viste, Hugo, tu a dormires na casa dos avós do Manel e uma alma penada a puxar-te por um pé durante a noite! Ficavas logo todo acagaçado! Ah ah ah! O Hugo, já nervoso e muito assustado responde-me:- Cala-te! Se não tenho medo de ir para casa sozinho! A risota foi geral e todos achamos imensa piada, apesar de perturbados com a história dos avós do Manel. Enquanto deitada na minha cama, lembrava a expressão assustada do Hugo e de toda a nossa conversa, comecei então a ouvir umas correntes em movimento nas traseiras da casa. Vinham da escadaria do rés-do-chão até ao 1º andar. Levantei-me num ápice e fui espreitar pelos buracos da persiana, mas não conseguia enxergar nada, tamanha era a escuridão! Então, ainda descalça, dirigi-me para a porta das traseiras com uma vassoura na mão. O resto da família dormia profundamente, por isso teria que ser eu a desvendar o mistério! O som das correntes que subiam e desciam constantemente pela escadaria deixou-me com calafrios e com o coração perto da boca! Num gesto tresloucado, de uma coragem insensata, abri a porta, acendi a luz das traseiras e fiquei com a vassoura em posição de ataque! Os meus olhos nem queriam acreditar no que estava a ver! E zangada, mas também bastante aliviada, disse em voz alta: - Ah seu maroto, isto são horas para rebentar a corrente da casota e andares aqui assustar gente de bem!?? O bel, o meu cão fitou-me perplexo, a tentar entender as minhas palavras e em poucos segundos, feliz por me ver aquelas horas saltou para cima de mim e encheu-me de lambidelas e lambuzou-me toda! Pensei para comigo... Boa! Amanhã já tenho uma história sinistra para contar na escola! Pobre Hugo, vais ficar completamente traumatizado.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Uma tarde na praia





Esta semana decidi que ia passar uma tarde na praia. Fui munida de toda a artilharia pesada, nomeadamente: o guarda-sol, pára vento, toalhas, chapéus, chinelos, protector solar, água e fruta. Até parece que levei metade da casa para a praia! Os vizinhos deviam achar que eu estava de mudanças ou algo parecido. Sempre que eu vou passar um dia ou uma tarde, na praia a confusão é sempre igual. Carregar tudo para o carro, enfrentar o calor e a distância. Escolher o biquíni também é uma tarefa complicada, se levo o lilás, o rosa ou o laranja... Nunca sei qual deles me favorece mais. Ano passado, gostava mais de me ver com o lilás, agora o biquíni laranja com amarelo é tudo de bom! Enfim.... Mal estacionamos o carro, eu e a minha família tivemos que carregar novamente todos as nossos pertences e encontrar um bom lugar na praia para ficar. Depois é montar o guarda-sol, o pára vento e organizar toda a bagunça. Confesso que quando me deito, finalmente na toalha da praia, estou exausta e sem a mimina vontade de mexer nem uma palha! Preciso mais de meia hora deitada na areia e no silêncio para recuperar física e psicologicamente. Depois de uns bons goles de água mineral, já mais animada, levanto-me e rumo em direcção ao mar para experimentar a temperatura da água salgada, só molhando os pés :- Caramba, a água está gelada! Reclama ao meu lado, a senhora idosa de fato de banho azul marinho ao esposo. Eles não perdem tempo e regressam rapidamente aos seus pertences para esticarem-se novamente nas toalhas. Eu olho ao meu redor e sorridente digo à minha família: - Hoje parece que ninguém vai tomar banho! As zonas próximas a água estavam desertas, não se via nem mesmo um único homem com coragem para enfrentar as temperaturas baixas marítimas e dar um fantástico mergulho. Eu gostei do desafio e fui entrando aos poucos na água, o que me deixou quase com as pernas paralisadas pelo frio. Fiquei alguns minutos a molhar-me, aos poucos para me habituar à temperatura. Em menos de cinco minutos estava completamente imergida no mar só com a cabeça de fora. Confesso que não sei nadar, mas o facto de estar assim mergulhada numa poça de água salgada que se formou entre as rochas, é um enorme prazer para mim! Entro numa espécie de transe ou de meditação, observando os pequenos peixes que brincam entre as minhas mãos. Procuro desenterrar, delicadamente algumas pedras coloridas, búzios e conchas que ficaram escondidos na areia. Pareço mesmo uma criança explorando o fundo do mar. Não sinto que o tempo passou, não sinto que cresci, não sinto a água gelada, só sinto aquele prazeroso balançar das ondas que batem de mansinho no meu corpo. Sou invadida por aquela paz e harmonia com a natureza e fico profundamente relaxada, só apreciando o momento. Até porque a maré estava a ficar vazia nesse dia. Devo ter passado uma meia hora mergulhada na água e nas minhas memórias. E depois de muita persistência de um familiar, contrariada saio finalmente da água : - Vais ficar doente, vai ficar com uma valente constipação! Eu abanava a cabeça em sinal negativo. Há minha volta, os banhistas olhavam para mim incrédulos e abismados com a minha ousadia ou suposta loucura e eu simplesmente sorria. Como quem diz: - Não fiz nada de especial. A água está óptima! Não sabem o que perderam!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Uma aventura do rabinho dos bosques




Hoje venho falar-vos de um grande herói. Alguém que deve ser destacado pelas suas façanhas e actos heróicos. Uma mente perspicaz, observadora e capaz de criar os planos mais mirabolantes num piscar de olhos. Alguém com o coração imenso, capaz de arriscar a própria pele para salvar um dos seus semelhantes. Meninas e meninos, apresento-vos o rabinho dos bosques! O rabinho dos bosques foi um cachorrinho que nasceu num castelo cheio de riqueza e ostentação e que posteriormente foi abandonado pela segunda esposa do rei, uma mulher perversa que o deixou no bosque à sua própria sorte. Um casal de cães, encantou-se pelo pequenote e resolveram adoptá-lo como filho. Desde muito novo que o rabinho se destacava dos outros cachorros pela sua energia, rapidez e impulsividade. Mostrava uma agilidade, coragem e determinação acima do normal. Mas o seu coração era de uma doçura sem fim, generoso e obediente aos pais adoptivos. A miséria em que vivia a sua família canina era de dar dó. Por isso o rabinho dos bosques quando atingiu a maioridade resolveu que tinha que por um basta naquela situação e lutar contra as injustiças, roubando aos mais ricos para dar aos mais pobres que viviam na mais completa míseria sem quase nada para comer. Apenas roiam uns ossos que sobravam dos grandes banquetes que eram feitos no castelo diariamente. Um dia, o rabinho chamou e juntou todos os cães rafeiros da vizinhança e contou-lhe em voz baixa todos os seus planos. Todos o escutavam com muita atenção e no final todos concordaram em participar na sua ideia. No outro dia, bem cedo dirigiram-se todos para o castelo no mais completo silêncio para não chamar atenção dos soldados que estavam de vigia. Rasteiramente, entram por um buraco que só o rabinho dos bosques conhecia e que ia dar directamente à cozinha. Grandes e gordas cozinheiras preparavam gigantes panelas de comida, refeições monumentais dignas dos mais fartos banquetes reais. O cheiro da comida nas panelas era deliciosa e deixava todos os cães a salivar, mas o rabinho, com um olhar duro, lembrou-lhes que não se podiam distrair, porque a missão era dura e difícil. Qualquer deslize e eles estariam metidos numa grande embrulhada. Mal a comida ficou pronta e o movimento diminuiu na cozinha, os cães que aguardavam pacientemente pelo sinal do rabinho estavam completamente alerta. Quando saiu a última cozinheira, o rabinho deu ordem aos amigos para que em grupo de quatro se aproximassem das enormes panelas escuras de ferro e tirassem toda a carne para grandes sacos de pele de cordeiro que traziam consigo. Em menos de meia hora todas as panelas ficaram completamente vazias e os sacos cheios de carne bem cozida, suculenta e que libertava aromas incríveis. Colocaram-se em fuga o mais rápido que conseguiam, porque o peso que levavam da carne nos sacos era grande. Trouxeram consigo todos os sacos pelo buraco por onde tinham entrado na cozinha e conseguiram escapar sem ser descobertos. Depois de 3 longas horas de caminhada, pelo bosque fechado, chegaram finalmente ao seio da família, exaustos e esfomeados. A alegria e ovação ao herói rabinho dos bosques foi total! Todos os cães ficaram eufóricos, em grandes uivos e os pais de rabinho também estavam muito orgulhosos dele, apesar de estarem muito preocupados com os perigos que estes valentes tiveram que enfrentar. A festa foi enorme e durou até ao amanhecer.Todos comeram do bom e do melhor e ficaram muito satisfeitos.. Pelo menos naquela noite a miséria deu lugar à fartura e a tristeza transformou-se num alegre convívio e de confraternização entre todos.

P.S- As crianças têm um lugar especial no meu blog, porque elas são o melhor do mundo, por isso escrevi esta história infantil! Espero que gostem. :-)

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Os três porquinhos




Estamos em Évora, dois porcos estão deitados à sombra de um chaparro a mastigar meia dúzia de boletas. Sobressaltados, vêem ao longe uma carrinha de transporte de animais, aproximar-se rapidamente, envolta num rastro de pó. Nisto, diz o porco rameloso: - Queres lá vêri que vamos ter companhia? Responde o porco malhado, cheio de curiosidade: - Será mesmo? Nunca vi esta fraguneta por estas bandas! A carrinha pára na porta da herdade, o dono dos porcos aproxima-se do motorista e trocam meia dúzia de palavras. Depois de tirar umas notas do bolso e de pagar ao motorista, a porta da carrinha é finalmente aberta. - Mã que raio de negociata foi aquela!?? Pergunta o reguila do rameloso. De repente sai do interior da carrinha uma linda, minúscula e rechonchuda porca com rimel nas pestanas, com um laçarote ao pescoço e um perfume inebriante a rosas. Diz o malhado com os olhos arregalados: - Vocemessê está vendo o mesmo que eu? Só pode ser mangação! Até estou assarapantado! Esta belezura já cá canta! Diz o rameloso enfadado: - Nã te armes em carapau de corrida que eu cá a vi primeiro! Diz o malhado estrambelhado: - Cã vença o melhor! E dito isso viram-se amuados de rabo um para o outro. O rameloso todo baboso, sem perder tempo, aproxima-se da porquinha cheio de salamaleques e pergunta-lhe com uma voz doce: - Atão a senhorita está cá de passeio? A porquinha numa língua estrangeira responde-lhe assim: - Hellô. My mane is miss dory. How are you ? O rameloso coça a cabeça e pensa para com as suas pintas: - Mã que raio de língua enrolada é esta? E diz com uma voz confiante: - Eu cá sou o rameloso e támos no Alentejo, Portugal. O dono dos porcos leva em seguida a porca inglesa para dentro da sua casa. E o malhado e o rameloso ficam ambos paralizados, enquanto a porta se fecha perante os seus olhares tristes. A porca mal saía de casa, era o animal de estimação da família da herdade. Apesar da vigilância constante dos dois porcos, nada da porca dory sair da residência. Até que um belo dia, a dory sai da casa com coleira e trela conduzida pelo filho do dono, o Tomás, que decidiu dar um passeio pelo monte para ver se a dory se adaptava ao novo ambiente. A um certo momento, o Tomás decidiu tirar a trela e deixar a porca correr livremente. O rameloso e o malhado aproveitaram a oportunidade para se aproximar da dory. E diz o sabichão do rameloso: - Atão amori! Nã queres vir chafurdar na lama? Ao qual a dory responde estupefacta: - What is lama? Diz o malhado: - Arregala essas pestanas, amori já te mostro! Os três correm juntos e felizes na mesma direção. E em pouco tempo ficam irreconhecíveis, os três mergulhados e enlameados numa enorme poça de lama. É então que chega o dono: - Mas que rebuliço é este!?? Andor! Já estou a ficar enchoriçado! Dory, desanda! A porquinha obedece ao dono rapidamente e dirigi-se cabisbaixa para a porta de entrada da casa. Ela largava lama por todo lado onde passava e marcava todo o pátio que circundava a residência. Depois de um bom banho perfumado, a dory voltou a ser novamente uma linda porquinha, enquanto o rameloso e o malhado tiveram que habituar-se a contemplar a nova amiga de longe.

Esta história está longe de acabar assim, se os pedidos forem muitos, quem sabe um dia aínda conto o final da história. Um ótimo fim-de-semana!

terça-feira, 23 de junho de 2015

A bela da sardinha


É hoje, véspera do S. João que se compra a bela da sardinha, grande, bem fresquinha e com a gordura certa para pingar no pão. Na hora da levar à grelha com um pouco de sal deve crepitar e largar gordura. Logo no jantar, ela é senhora e rainha da festa. Todos querem-na provar no prato ou em cima da broa. Não há festa sem sardinha! O problema é encontra-la a uns bons preços, porque hoje o seu valor pode chegar quase a vinte euros o quilo. A menos que comprem antes e a congelem, muitos dizem que não se nota a diferença, mas eu não sou adepta dessa ideia. Devido ao seu grande valor nutricional a sardinha cada dia está mais cara. Ainda hoje vou correr os supermercados e peixarias à procura de umas deliciosas sardinhas a um preço mais em conta.

Boa festa de S.João. Sejam felizes!

sexta-feira, 19 de junho de 2015

A festa mais divertida do norte, o S.João



O tripeiro comum vive a noite de S.João com muita intensidade e alegria. Depois de jantar umas deliciosas carnes grelhadas e umas belas sardinhas regadas com uns copos de vinho ou cerveja, o típico tripeiro fica com energia extra para participar na noitada de S.João com os amigos ou familiares. Todos munidos dos seus martelos, alho porro, apitos e todas as brincadeiras possíveis, rumam juntos e alegres para a cidade invicta do Porto! As conversas de grupo costumam ser animadas e todos acabam na galhofa. Outros levam os seus carros e a confusão no trânsito instala-se, então para se encontrar um lugar para estacionar o carro pode ser uma carga de trabalhos! Os mais sensatos vão de autocarro e como vão mais cedo jantam por lá. Como a confusão é geral e os preços são bastante salgados, muitos acabam a comer um cachorro, uma bifana ou um hamburger nas roulotes que por lá abundam nestes dias. Temos bailes espalhados por várias zonas do Porto e grandes espectáculos com artistas famosos na praça da liberdade e na Ribeira. Todos dançam, cantam e correm as ruas centrais do Porto com os martelos em punho à procura das "vítimas" perfeitas ou seja daqueles mais distraídos que se colocam mesmo à feição para levar umas boas marteladas. Todos participam com gosto e boa disposição nessa brincadeira dos martelinhos que atrai cada vez mais estrangeiros e pessoas de todas as cidades do país e ilhas. O som das marteladas, os sorrisos abertos, o espírito de amizade e cumplicidade dos seus participantes fazem desta festa algo único e especial. Sem dúvida uma noite inesquecível, onde a moldura humana é algo surpreendente e avassalador. Nas Fontainhas como na Foz é praticamente impossível fazer esse trajecto a pé no meio de tanta gente. O culminar da folia vem por volta de meia noite com os fogos de artifícios que vistos da ponte D. Luís é um espectáculo imperdível. Mas a festa não acaba por aí, muitos resistentes ficam até o dia clarear. Uns já beberam demais e ficam espalhados, adormecidos nos jardins e bancos da cidade. Outros dançam quase em câmara lenta, porque o cansaço e o sono começa a pesar bastante. E também o som das marteladas vai diminuíndo de volume conforme as horas passam. Há quem faça directas, festa/trabalho, outros ficam de tal maneira exaustos que simplesmente ficam em casa a recuperar. Seja como for, nesse dia todos se tentam divertir o melhor possível e muitos levam para casa o manjerico com uma quadra alusiva ao nosso Santo padroeiro, o S.João.



segunda-feira, 15 de junho de 2015

Eles não cozinham nada, mas têm muito talento


Surpreendentemente dois homens completamente nús, apenas munidos de duas simples sertãs são capazes de fazer rir o mais exigente dos criticos. Um espetáculo cheio de humor, boa disposição e de muito talento.

Os dois nús de toalha, muito engraçado!


Um espetáculo muito divertido, onde estes dois excelentes artistas com apenas duas toalhas brancas fazem-nos rir até à exaustão. Simplesmente hilariante!

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Não atirei o pau no gato!



Esta música infantil tão conhecida "Atirei o pau no gato" sempre deixou-me incomodada e curiosa desde que era criança. Afinal o que fez o pobre do gato para lhe atirarem com o pau? E porque razão essa criança que fez um acto de maldade para com o felino não foi repreendida por essa tal de dona Chica? A criança queria ferir o felino, apenas divertir-se com a maldade ou castiga-lo? Será, porque para a maioria, esta música não teria tanta graça nem o mesmo impacto se fala-se de cuidar, tratar ou fazer um carinho ao animal? Podemos assim constatar que as músicas infantis, de antigamente já tinham um cariz deformado, nada educativo e violento, neste caso para com os animais. Mesmo, sendo apenas uma música infantil, que à primeira vista parece inocente, divertimo-nos e rimo-nos, inclusive eu e muitas gerações, a cantar e a repetir uma história de dor infligida a um animal. É algo tão enraizado na nossa cultura, que é perfeitamente aceitável e consentido pela sociedade. Creio que nos infantários e em todas as escolas primárias, até hoje é ensinada esta música aos mais novos. Ninguém reflecte sobre a mensagem negativa e de péssimo exemplo que essa "inocente" música transmite às crianças que queremos que sejam dóceis, carinhosas, equilibradas e que respeitam as pessoas, a natureza e os animais. Podem achar que eu estou a exagerar, mas é nessas idades tão precoces que se forma a personalidade de uma criança. A criança aprende com os exemplos dos adultos, tanto os bons como os maus exemplos. Distinguir o certo do errado e o bem do mal é fundamental nestas idades. Se o facto de atirar um pau no gato for um motivo de descontração, boa disposição e de risota, esse acto agressivo torna-se banal, consentido e incentivado. E o reflexo dessa aprendizagem vê-se diariamente na internet ou no youtube, crianças e adultos que agem de uma forma cruel, fria e desumana contra os pobres dos animais que nunca fizeram mal a ninguém.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Versão tripeira da fábula da formiga e da cigarra



Num dia quente de Verão estava a aluada da cigarra, que ainda por cima era loira, burra como uma porta, a cantar e a tocar no seu violão como se não houvesse amanhã. Entretanto passa a formiga, a coitada vinha carregada com os mantimentos às costas para o Inverno, mais parecia uma mula de carga.
Diz a cigarra: - Dona formiga. ó dona formiga deixe lá essa cena de carregar comida para o buraco! E venha para a minha beira. Vamo-nos divertir à grande e à francesa! Venha ouvir estas músicas do Zé Cabra que são tão curtidas e abanar o capacete!
Diz a formiga:- Não posso, sua trenga tenho que fazer pela vida, guardar comida para o Inverno. E se tivesses algum juízo nessa tola fazias o mesmo!
Responde a cigarra, armada em finória :- Carago! Mas que gaija mais doida, não falta comida por todo o lado, devias estar naquele programa dos acumuladores que dá no canal da tlc!
A formiga não foi na conversa da cigarra e continuou a armazenar mantimentos. Os meses passaram e os dias ficaram mais frios, até que toda a Natureza em redor ficou coberta com um manto branco e gelado. Chegou o Inverno, a cigarra que estava com uma larica de criar bicho, com as patas e as antenas completamente geladas pensou:- Porra, estou tramada! Tenho a despensa vazia, não paguei as últimas facturas da edp e estou sem aquecimento central, não sei como vou safar-me desta! Se ao menos tivesse umas chouriças para assar! Hummm... O que eu daria agora por uma bela francesinha..! Tentando não entrar em pânico, a cigarra, com muito esforço tenta colocar os dois neurónios que lhe sobraram em funcionamento e pensou assim :- Aquela tinhosa da formiga é que me podia valer! Tem a despensa abarrotar de comida, acho que se eu me fizer de coitadinha e lhe der duas de letra, ela cai que nem uma patinha! E ála que se faz tarde para a casa da formiga. A formiga quando abriu a porta e viu a cigarra toda chorosa a mendigar um prato de comida, diz-lhe muito zangada :- Eu não te disse que essa cantoria toda ia acabar mal! Também te disse para largares o violão, parares com o berreiro e ires trabalhar? Preferiste cantar e tocar violão!? Portanto, agora dança! E dizendo isso fechou a porta, deixando a cigarra à própria sorte.

P.S.- A história acabaria assim, mas como a formiga é do norte, bondosa e morcona até dizer chega, abriu a porta novamente à cigarra e acolheu-a. Há coisas nesta vida que não mudam, como somos um povo hospitaleiro e com um coração de ouro a história tinha que ter um final feliz.

Ai Jesus!

Depois de tantos anos no Benfica, o treinador Jorge Jesus resolveu sair do Benfica e abraçar outro clube e outras desafios. Decidiu aceitar a proposta bastante aliciante em termos remuneratórias do Sporting e treinar a equipa dos leões. Se por um lado os adeptos do Benfica ficaram indignados e chocados, não é menos verdade que os adeptos do Sporting mostraram o seu total desagrado em terem o antigo adversário a treinar a sua equipa do coração. Esta mudança radical de treinadores deu uma volta de 180 graus na cabeça de milhões de adeptos e alterou os destinos dos clubes e quiçá das suas futuras vitórias ou fracassos. Esta notícia caiu como uma bomba no seio desportivo, após a vitória do Benfica que se tornou recentemente bicampeão.  E o ex-treinador do Benfica, Jorge Jesus que gozava de uma popularidade e de uma devoção desportiva invejável caiu do "altar" e partiu-se em mil pedacinhos. O amor ao clube, à equipa e aos adeptos não foi suficiente para o demover da ideia de partir do clube benfiquista para o clube adversário. Acabou-se os bons tempos, onde o manto protector que envolvia o mais mediático dos treinadores se foi. Daqui para a frente terá que lidar com muita pressão, desagrado e contestação geral. Esperando pelo desenrolar dos acontecimentos, só posso desejar-lhe boa sorte, porque ele vai precisar, ao novo treinador do Sporting, Jorge Jesus!

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Querida, hoje estás tão bonita!

Não vou negar que nós, mulheres gostámos muito de ir às compras. E que adoramos correr o centro comercial inteiro e entrar em todas as lojas que sejam do nosso agrado. Que não saímos dessas lojas até revirarmos tudo a pente fino. Principalmente roupa, lingerie, perfumes, bijutaria, cosméticos, etc Então se for na época dos saldos é uma loucura total! O mulherio fica em total reboliço. Somos bem capazes de ir para o provador experimentar uma dez peças de vestuário para levarmos uma ou duas peças ou até mesmo nenhuma. No mundo das mulheres, o comércio exerce um fascínio imenso sobre nós, parecemos crianças numa loja de doces. Alias, até perdemos a noção do tempo que ficamos nesses locais. Para nós, só passou meia hora, apesar de já estarmos lá à horas! Portanto, compreendo perfeitamente que os homens não partilhem dos mesmos gostos, que fiquem a transpirar e com os nervos em franja quando ficam à porta das lojas à nossa espera. Não é fácil, coitados! O melhor é deixarem as mulheres sozinhas nestes locais ou então irem busca-las passado umas cinco horas, no mínimo! Mas em nossa defesa, tenho um argumento de peso que pode servir de algum consolo ao sexo masculino, digo eu. As mulheres gostam de andar sempre bonitas, bem vestidas e cuidadas para vos agradar. Por isso quando elas aparecerem com um vestido novo, ao mudarem o corte, o penteado ou a cor do cabelo seria agradável ouvir um elogio vosso :- Querida, hoje estás tão bonita!

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Um povo solidário

Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar contra a Fome


Neste último fim de semana decorreu uma campanha de recolha de alimentos do Banco Alimentar contra a Fome. Com tantas carências e dificuldades que as famílias portuguesas atravessam é tão inspirador, emocionante e gratificante observar como o nosso povo é unido e solidário. Um povo que vive com tantas dificuldades, desemprego, reformas baixas, empregos precários e mal pagos. Um povo sem dúvida sofrido, mas com um coração imenso, capaz de ajudar os mais desfavorecidos. Com tanto amor, carinho e dedicação é que foi possível angariar 2.100 toneladas de alimentos, um acréscimo de 3,9 % nas doações em relação a Maio de 2014. Nesta recolha de alimentos estiveram presentes 42000 voluntários, que para mim são os verdadeiros anjos, em mais de duas mil lojas. Também eu respondi ao apelo desta fantástica instituíção e fui ontem ao supermercado da minha localidade fazer o meu dever que é ajudar aqueles que mais precisam. Não fiz nada de excepcional, sou apenas uma gota neste enorme oceano de solidariedade e generosidade. Mas com o apoio de todos, está provado que somos capazes de fazer coisas grandiosas! Bem hajam!


http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-06-01-Banco-Alimentar.-Isabel-Jonet-satisfeita-com-acrescimo-das-doacoes

sábado, 30 de maio de 2015

O bobi e o mosca

Há uns anos atrás tive um cão daqueles grandes, só para terem uma ideia, na posição de pé tinha quase o meu tamanho. Era um cão dócil, simpático e obediente. E com a sua altura metia respeito. Não tinha raça definida. O pelo era totalmente preto. Era só dizer: - bobi, vamos à rua! Que o animal espetava as orelhas e ficava inquieto a dirigir-se para a porta em sinal de que já devíamos ter ido. Lá lhe metia a trela e íamos os dois passear. Na minha rua havia outro cão, o mosca. Era o animal de estimação da dona Teresa, um pincher, castanho, de 3 kg muito energético que passava a vida a ladrar e a pular no muro da casa dela. Também ela gostava de dar uma volta com o mosca pelas redondezas. Nesse dia encontramo-nos. O mosca arreganhou logo os dentes para o meu bobi em sinal de ameaça. O meu cão sentiu-se intimidado e escondeu-se logo atrás das minhas pernas e com o rabo entre as patas. Diz a dona Teresa: - bobi, não tenhas medo! Um cão do teu tamanho não devia ser assim tão medricas! Eheheh! Mas o bobi continuou na defensiva. Fiquei constrangida com atitude dele. Pensei era só que me faltava um cão com medo de uma mosca! A vizinha continuou o seu passeio, enquanto eu resolvi ter uma conversa de pé de orelha com o meu bobi. E disse-lhe: - bobi, meu grande morcão! Com esse cabedal todo e estás com medo daquela mosca sem asas!? Faz-te cão, mostra-lhe quem manda! Arreganha-lhe os dentes e faz-lhe num oito! Se não ficas sem os teus biscoitos preferidos até ao ano que vem. Estás avisado! O bobi, percebeu a minha reprimenda e olhou para mim com os olhinhos tristes em sinal de culpa. Na outra semana a seguir fomos novamente dar uma caminhada e novamente encontramos a dona Teresa cheia de nove horas com o convencido do mosca. E eu disse logo baixinho ao meu bobi: - Vê lá se colocas o lingrinhas do mosca no seu devido lugar! Mostra-lhe quem manda! Não te esqueças que és o mais forte! Enquanto cumprimentava a vizinha, o mosca começou logo a ladrar e a rosnar para o meu cão. Dei-lhe um pequeno e disfarçado puxão na coleira para lembrar ao bobi das minhas recomendações. O bobi olhou para mim como acordasse de um transe hipnótico e do nada começou a ladrar bem alto e a puxar a trela para ver se mordia o lorpa do mosca. Eu mal conseguia disfarçar a minha alegria perante a sua atitude corajosa! O mosca que não contava com a reacção do bobi, ficou assustado, a ganir e a vizinha teve mesmo que lhe pegar ao colo para o acalmar. Depois de me despedir da vizinha e do derrotado mosca. Dei um enorme abraço ao meu bobi pela sua vitória! Que abanava o rabo sem parar em sinal de triunfo e de alegria. Dali para a frente o meu cão ficou com outra atitude, muito mais seguro e confiante. E ganhou os merecidos biscoitos que tanto adorava!

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Porque esperar é tão dificil...



É lógico que ninguém gosta de esperar para ser atendido, principalmente no médico, nos supermercados, na farmácia, na edp, nas águas, nas finanças ou na segurança social. Mas quando vamos para estes locais temos que ter bem presente a ideia que vamos ter que esperar pela nossa vez para sermos atendidos. Por isso temos ao dispor um sistema de senhas e de algumas escolhas personalizadas para que o atendimento seja mais rápido, apesar de quase nunca acontecer. Eu mesma fico inquieta, a dar voltas na sala na ânsia de ser chamada. Os lugares sentados ficam totalmente ocupados, enquanto muitos ficam de pé encostados à parede. A impaciência, os tiques nervosos e os suspiros são gerais! Alguns têm que ir até à rua para fumar um cigarro ou respirar um pouco de ar puro para conseguirem acalmar-se. O facto de estarem presos, com as suas vidas suspensas, para resolver, às vezes um problema de fácil resolução deixa qualquer um com os cabelos em pé! Mas o problema agrava-se quando chegam aquelas pessoas que só querem uma informação e encostam a barriga ao balcão e nunca mais de lá saem. O ambiente que já estava carregado de stress e de mau humor fica insustentável e não é preciso muita mais para que o rastilho da discussão largue as primeiras faíscas. As agressões verbais disparam e os insultos tomam conta da sala. Os clientes indignados expulsam toda a sua frustração e indignação no invasor. Eu chamo-lhes os "fura bichas", são geralmente pessoas com uma grande auto estima, egocêntricos ou fora da realidade e com uma desenvoltura fora de série. Acham que devem ser atendidos antes dos outros, porque o mundo é dos espertos. Não me posso esquecer também daqueles que tiram a senha e vão tratar de outros assuntos no exterior. Quando retornam ao estabelecimento o número deles já passou e querem ser atendidos na mesma. Em alguns locais há uma tolerância de três números, medida pouco popular e muito criticada pelos demais. Nem queiram saber a confusão e a contestação geral que uma situação destas provoca! Mas com essas atitudes disparatadas, geralmente, essas pessoas não conseguem os seus intentos e são colocados pelos outros no seu devido lugar. Depois temos outros locais em que o ruído é insuportável, como por exemplo no centro de saúde ou no cabeleireiro, as pessoas falam e riem alto incomodando os outros. Passado umas horas naquele ambiente ruidoso ficamos exaustos e cheios de dor de cabeça. Eu tento ao máximo evitar estes locais e só vou quando é estritamente necessário.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Verão! Praia! Preciso de perder peso!



Depois de um Inverno rigoroso, cheio de boa e deliciosa comida tradicional portuguesa, como umas belas feijoadas, cozidos à portuguesa e uns assados suculentos, isentos de quase ou nenhum exercício físico, muitas pessoas ficam desejosas de reencontrar a sua antiga silhueta para ficarem mais jovens e atraentes. Basta observar nas minhas caminhadas diárias, que nesta altura do ano aumenta consideravelmente a afluência de pessoas que querem perder a todo o custo aqueles quilinhos extra que ganharam durante a época invernal. Vejo muita gente acima do peso, de todas as idades e sem qualquer preparo físico a exercitar-se e até mesmo a tentar correr por alguns kilometros. Alguns desistem a meio do percurso, outros param para recuperar o fôlego e continuam com dificuldade e muitos passam da corrida para o caminhar. Mas a maioria acaba por desistir nos primeiros dias. O esforço, o cansaço e as dores nos ossos e articulações acabam por destruir o sonho imediato de um corpo mais bonito e saudável. Os meios de comunicação, por sua vez  não se cansam de publicitar cremes, comprimidos e uma centenas de produtos e tratamentos que prometem emagrecimentos milagrosos. O que cria na sociedade uma forma de pânico geral, que leva as pessoas a correr para os ginásios ou a fazer desporto por si mesmas sem acompanhamento do seu médico. Ou a gastar quantias exorbitantes em medicamentos e suplementos alimentares. Esquecem-se que o exercício físico e a alimentação fazem parte de um estilo de vida saudável. Acho mesmo que as dietas deviam ser abolidas, pelos aspectos negativos a nível psicológico e físico que provocam no ser humano. A forma correta, no meu ponto de vista seria criar bons hábitos alimentares e um despertar para a actividade física gradual e contínua. Dou o exemplo de uma caminhada ao final da tarde, ou ir buscar o pão ou o jornal a pé, ou até mesmo subir as escadas em vez de usar o elevador. Sem dúvida que são medidas simples que todos nós podemos realizar. A gordura, ou a celulite não são só uma preocupação estética, mas um problema grave de saúde pública que acarreta muitas doenças fatais para o ser humano como a doença cardiaca, doença cerebrovascular, hipertensão, cancro do colón e de mama, diabetes mellitus tipo 2, sindrome metabolico ou depressão. Todas estas doenças podem ser extintas ou minimizadas com um estilo de vida saudável. Por isso não é demais pensar, diariamente numa alimentação equilibrada e no exercício físico que podemos incluir na nossa vida para gozarmos de uma boa saúde.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Chegou o calor

Pois é, chegou o calor, finalmente! Passa-se um ano inteiro no desejo e na esperança de uns poucos meses de sol e de calor. Com as temperaturas a subir o nosso estado de espírito muda completamente. Andamos mais alegres e optimistas. A nossa roupa é mais leve e colorida. Com o aproximar das férias, os programas ao ar livre são mais apetecíveis, piqueniques, dias passados no campo a pescar ou na praia esticados numa toalha fazem a delícia de muitos. E quem não gosta de saborear um gelado de fruta ou de chocolate?  Ou de ficar a contemplar a lua e as estrelas numa noite quente de verão? Tudo isto faz parte das atracções desta estação do ano. Os miúdos ficam de férias em Junho. depois de um ano cansativo de aulas. Porque estudar, para surpresas de alguns pode ser muito cansativo e esgotante. Depois juntam-se as famílias e começa a confusão, a algazarra, as brincadeiras das crianças e os conflitos, porque a proximidade também tem os seus aspectos negativos. Mas o mais importante é o convívio, amizade e o dialogo entre as suas famílias e amigos que surge em grande força nesta época de calor. Ouvi nas notícias que na Índia as temperaturas andam pelos 50 graus celsius, uma vaga de calor que ainda vai durar mais duas semanas. Um calor muito difícil de suportar e que já matou mil pessoas. Realmente nem quero pensar num cenário parecido para Portugal. O calor é bom, mas dentro das temperaturas normais para a época.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

A febre do futebol

Dei por mim a pensar nos últimos acontecimentos da final da taça da liga. E como o futebol tem a capacidade de fazer renascer no ser humano o seu lado mais selvagem, primitivo e violento. O futebol, um desporto hipervalorizado na nossa sociedade, capaz de agregar milhões de adeptos em todo o mundo e que movimenta montantes exorbitantes. Onde os melhores jogadores ganham salários milionários, podendo usufruir de uma vida de ostentação e riqueza graças a todos nós. Os adeptos vivem tão intensamente a magia do futebol a ponto de uma derrota ou até mesmo uma vitória tornar-se um motivo plausível para a agressão e violência. Eu diria que o futebol é o ópio do povo. Quando se aproxima um jogo importante, a maioria fica em euforia, organiza o mais possível as suas tarefas diárias para que posso ver o jogo com a família ou com os amigos no café. Ou então ficam colados ao rádio para poderem acompanhar todos os pormenores do jogo que está a decorrer. Acabam por esquecer os problemas que o país atravessa, todas as amarguras da vida e dificuldades para mergulharem nesta ilusão desportiva que é o futebol. E esquecem-se que à custa deles uma indústria bem organizada e muito bem montada se alimenta e próspera. Onde os meios de comunicação tiram o seu ganha-pão diário, porque o futebol aumenta imenso as audiências, por isso dão tamanho relevo e importância ao futebol. Enquanto outras modalidades desportivas de grande beleza e exigência física são desprezadas. E têm muita dificuldade em encontrar patrocínios. No meu ponto de vista não se é menos português nem se tem menos amor à pátria, porque alguns, assim como eu, não vivem o futebol com tamanha intensidade, quase de uma forma febril. Eu tenho as minhas preferências desportivas e gosto de ver a selecção a jogar, mas tento viver essas emoções de uma forma equilibrada e um pouco distante. Confesso-vos que nunca fui a nenhum estádio de futebol ver um jogo ao vivo, porque tenho receio dessa violência crescente nos jogos. E, infelizmente acho mesmo que os pais não devem levar os filhos a ver os jogos de futebol pelo perigo físico e psicológico que pode representar. Num mundo perfeito, todos os desportos teriam um impacto positivo e extremamente saudável na vida de todos nós, mas pelos vistos estamos longe de atingir essa maturidade e sabedoria, apesar de todos os progressos científicos e tecnológicos continuamos a ser dominados pelos nossos instintos mais primitivos e selvagens.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Uma cidade mágica, o Porto

Ontem estive com a minha mãe no Hospital de S. António, numa consulta que, felizmente correu bem e na qual foi rapidamente atendida pelo seu médico. Lembrei-me de levar a máquina fotográfica para registar o caminho de regresso. Seguimos sempre a pé do hospital até a praça da batalha como é nosso hábito. O dia estava fantástico, cheio de sol e com uma temperatura a rondar os 30 graus. Além de registrar as imagens dos locais mais atractivos, tive a oportunidade de visitar o comércio local e os vendedores de rua. Encontrei malas, pulseiras, colares e relógios artesanais, lindíssimos onde o material mais utilizado era a pele, o metal e a cortiça. Não pensei que as peças ficariam tão bonitas, leves e elegantes. A cortiça é realmente um material natural muito versátil. Gosto muito de trabalhos manuais, por isso peças artesanais para mim têm um enorme valor. Depois entrei numa loja de antiguidades, onde é possível encontrar de tudo, loiças, quadros, pratos decorativos, bijutaria, peças de prata, cristais e mais uma centena de coisas usadas ou não. Fui à procura de anjos e fadas, porque sou fascinada pela misticidade e magia desses seres sobre naturais. Não tive grande sucesso, mas encantei-me por uma linda bruxinha, com rosto de criança e cabelo ruivo que estava esquecida numa das prateleiras de vidro. O vendedor achou imensa piada por ter comprado antes uma bruxa. Mas a verdade é que esta, não é uma bruxa qualquer! É muito especial, porque tem um ar de menina travessa, muito bem disposta e alegre. Dizem que dá sorte ter em casa uma bruxa, a ver vamos! Ao chegar à rua Santa Catarina fui surpreendida pela lindíssima voz de um jovem rapaz que acompanhado da sua viola encantava todos que por lá passavam. Eu, pessoalmente fiquei maravilhada com o seu talento vocal. Este artista anónimo devia estar na televisão para que todos pudessem apreciar a sua linda, rouca e marcante voz. O sol quando nasce não é para todos, ao contrário do que dizem. Mas como sou ótimista por natureza quero acreditar que todos aqueles que têm um verdadeiro talento, um dia serão reconhecidos. Depois fui até à Capela das almas, onde fomos abordadas por um suposto músico que pedia algum dinheiro para as cordas da sua viola que estavam traçadas. Achei engraçada a abordagem, Trazia consigo 3 cães que dormiam refastelados na calçada. Estavam bem tratados e o senhor tinha bons modos, por isso acabou por ganhar as últimas moedas que tínhamos na carteira. Depois de trocarmos algumas breves palavras e sorrisos seguimos em frente. Qual não foi o nosso espanto quando mais um animador de rua, um palhaço, muito mal encarado veio tirar satisfações connosco, porque ajudamos o colega. Em vez de animar as ruas do Porto e as crianças inocentes devia estar a participar em filmes de terror! Com uma cara de escárnio e imitando uma voz infantil disse-nos: - Eu também tenho cãozinhos, não me querem ajudar? Foi bastante desagradável e antipático, por isso seguimos em frente com a desculpa, fica para a próxima. Depois desse episódio menos agradável e porque estávamos já muito cansadas, decidimos regressar a casa. Mas foi um dia muito bem passado no Porto. Umas das cidades mais bonitas de Portugal, de gente alegre e acolhedora. Com uma grandiosidade arquitetonica, histórica e cultural admirável. O Porto com tantos encantos só podia mesmo ser património da humanidade!















sexta-feira, 8 de maio de 2015

Associação dos cornos (mansos) procura presidente!

O facto de ser corno já não é considerado uma tragédia. Muitos até gostam e exibem com orgulho o seu belo par de cornos! São cornos mansos e aceitam a sua "cornice" sem receios e sem complexos. Para os associados ser corno é algo natural e são contra a violência nas relações. Quem quiser afiliar-se é só inscrever-se na associação dos cornos! Aliás, esta associação anda à procura de um presidente que seja um corno assumido. Será que alguém está interessado? Clique neste link e veja por si mesmo.

https://plus.google.com/111352216252987328913/posts/fSod6sZt9p9

terça-feira, 5 de maio de 2015

A lagarta e o girino!


Só mesmo o fabuloso Jô Soares para nos deliciar com estas maravilhosas anedotas. A anedota da lagarta e do girino. Hilariante!

Um dia inesquecível





Houve uma fase na minha vida, bastante dinâmica e activa, onde pratiquei atletismo com uma atleta da minha localidade que participava em competições nacionais. Estava na fase da adolescência e gostava imenso de correr. Sempre fui uma apaixonada por desporto, natureza e acreditem que corria muito bem. Era bastante magra, leve e com uma energia imensa. Não parava quieta. Nos intervalos das aulas brincava bastante à "apanhada", uma brincadeira que exigia uma boa preparação física. Quando não tinhas aulas, às vezes uma hora ou duas seguidas, passava-as a correr sempre em brincadeira com os colegas. Fora as aulas de exercício físico, na escola, duas vezes por semana. Para mim correr era algo muito natural como andar. Lembro-me que ao final da tarde tinha aulas de atletismo à volta do pavilhão de ginástica da escola, onde eu estudava e também era habitual correr nas ruas da minha localidade. Éramos meia dúzia de jovens, corríamos em grupo e era sempre muito divertido. Tínhamos conversas próprias da idade, falávamos dos rapazes, óbvio, das aulas, dos testes e dos professores. No final de uma tarde de Verão, numa aula de atletismo recordo-me que resolvemos correr pela rua uma distância aproximadamente de uns dez kilometros. A meio do percurso, já estávamos cansados e esgotados. Naquele dia estava especialmente quente e abafado. Até que eu tive a brilhante ideia de fazermos o restante percurso pelo monte. Afinal era mais fresquinho e mais sossegado. Sem a confusão dos carros e do transito. Todos do grupo acharam uma excelente ideia. E lá fomos nós, a desbravar a mata, com as pernas cheia de espinhos das silvas e humedecidas pelas vegetação. Mas até estava a correr tudo muito bem. A sombra das árvores ajudou-nos a recuperar do calor e do esforço, por isso o grupo estava contente e bastante animado. Até que comecei a sentir um ardor nas pernas, misturado com uma comichão desesperadora. Fui obrigada a parar de correr e a coçar-me tal era o desespero e a dormência que sentia. De repente, estava o grupo inteiro a coçar-se sem ninguém conseguir mais correr. E todos perguntavam entre si o que era aquilo!?? Até que um disse: - Fogo, isto são urtigas! Olhou para mim, o colega e disse-me:- Obrigado pela excelente ideia de vir correr no monte, amiga! Ao lembrar-me, disso, hoje, não consigo não achar graça! Tal foi a confusão naquele dia por causa das urtigas. Fizemos o regresso em passo de caminhada e a coçarmos as pernas. Já ninguém mais correu! A professora estranhou aquela demora, porque chegamos mais tarde do que era habitual. A partir daí nunca mais fomos correr no meio do monte e já ninguém mais quis ouvir as minhas ideias. Pudera.... eheheheh!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Brincadeiras de criança



Em criança, costumava brincar na rua com os meus primos e vizinhos. Vivia numa aldeia pacata do norte, onde poucos carros passavam. E então ao fim de semana, lá nos juntávamos todos para a brincadeira. As meninas jogavam ao elástico, à corda e os rapazes era mais futebol. Colocavam duas pedras para sinalizar a baliza, faziam duas equipas e assim se jogava à bola. Depois os rapazes que adoravam perturbar as meninas, metiam-se no nosso jogo do elástico e da corda para atrapalhar a nossa brincadeira. Um dia, o meu primo emprestou-me a bicicleta para dar uma volta. Mas como não tinha qualquer experiência só conseguia andar aos ziguezagues. Então a desfazer a curva para voltar para trás, nem pensar! Naquele dia, atrevi-me a dar umas pedaladas até mais longe. Ao fundo da rua, vivia uma sujeita, mais velha do que eu 3 anos e que era muito invejosa e maldosa. Mal me viu em cima da bicicleta começou a insultar-me e a rir-se de mim: - Olha para esta armada em esperta! Tem a mania que é importante! Eu pensei para os meus botões: - Fantástico! Esta tinha que aparecer na pior altura. Simplesmente, tentei ignora-la e continuei o meu percurso. Só que, entretanto, parou uma carrinha na estrada. Como a rua era apertada e a minha perícia era nenhuma, acabei por bater no retrovisor da viatura do vizinho. A dita cuja, apercebeu-se do acidente, porque continuava à porta e começou a gritar comigo: - Agora é que vão ser elas! Estragaste o carro ao vizinho, vou fazer queixa de ti! Nem penses que te escapas dessa! Eu, que na altura não percebia nada de carros, fiquei aflita e pensei que tinha danificado a carrinha ao vizinho, porque o retrovisor virou com o impacto do choque. Mas, felizmente foi apenas um grande susto! E a carrinha não sofreu qualquer dano. Cheguei a casa depois do acidente muito nervosa, assustada e contei à minha mãe o sucedido. Ela foi imediatamente falar com o proprietário da carrinha. Fiquei bastante aliviada por não ter danificado a carrinha ao vizinho, mas a partir daí nunca mais me atrevi a utilizar uma bicicleta.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

A feira de Gondomar



Em Gondomar, costumo ir à feira do concelho que é sempre à quinta-feira. Na feira podemos encontrar de tudo, vestuário, sapatos, malas, plantas, pássaros, utensílios para a cozinha entre tantos outros. A preços muito mais em conta do que nas lojas. É divertido andar na feira, porque é ao ar livre. Corremos as barracas todas a pé, desviando-nos das outras pessoas que também por lá andam, às dezenas e tentamos comprar tudo ao preço mais reduzido. Fazem-se óptimos negócios! Mas é nas barracas da fruta que eu me delicio com a variedade de frutas, cores e aromas. Gosto muito de morangos, melancia, cerejas e de laranjas docinhas. A vendedora, uma senhora de sorriso fácil, de avental garrido chama pelos clientes apregoando os seus produtos: - Venham ver! Fruta boa e baratinha! Quando lhe pergunto pela doçura das laranjas, ela responde :- Ó menina, as minhas laranjas são do Algarve, são docinhas como o mel! Depois aparece toda a espécie de clientes. Uns apalpam a fruta e não levam nada, há aqueles que escolhem a fruta mais vistosa e escondida no caixote e outros queixam-se do preço, tentando em vão que a vendedora faça um preço mais baixo. A vendedora queixa-se da vida, que mal dá para eles sobreviverem com o que ganham na feira. E lá convence os clientes a comprar os seus produtos. Não é uma vida nada fácil, ser feirante, andar ao calor, ao frio, à chuva de um lado para o outro. Tenho muito respeito pelo trabalho deles. Depois lembro-me que tenho um casaco de fazenda que precisam de botões novos. Lá vou eu, à barraca das costuras, como costuma chamar. Numa caixa de papelão de sapatos, encontro uma enorme variedade de cores, tamanhos e formas diferentes de botões. Diz o vendedor: - Escolha, menina os que quiser! Depois de algum tempo a procurar, encontro 14 botões iguais, na cor cinza que ficam perfeitos no meu casaco de fazenda. Na feira custou-me um 1.50 euros, na retrosaria pediram-me mais de 20 euros. Portanto, fiquei bastante satisfeita com a compra. Ao fim da tarde, trago as mãos cheias de sacas, com fruta, facas de cozinha, coleiras para os meus gatos, sapatos, botões. meias e etc. Venho com os bolsos vazios, mas consciente de que fiz umas boas compras, a preços mais reduzidos e ajudei os comerciantes da zona que tanto precisam do nosso apoio.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Celebrando a Primavera



Na Primavera, a Mãe natureza veste os campos de flores de imensas cores. Mas são as flores simples do campo, um basto manto bordado em flores, da cor do ouro que cobre os campos que me deixam em êxtase. Um presente abençoado de Deus para brindar a Primavera. Os pássaros, na sua missão de procriar, nos seus sons caracteristicos, no seu chilrear trazem uma dinâmica diferente e um encanto todo especial a esta linda estação do ano. O sol ilumina a minha alma. Veste de luz e de cores todo o meu ser. No ar pairam nuvens de polén, onde serpenteiam dezenas de borboletas que dançam freneticamente ao sabor do vento. O perfume inebriante das flores trazem à minha mente recordações de outrora. Vejo-me de cabelo solto, minúscula, a correr por entre os campos, livre, feliz e inocente. Ouço, mesmo que distante o meu sorriso contagiante. São lirios que desabrocham do meu ser, quando me sinto novamente criança. Reviver essa mágica fase da vida e perceber que dentro de mim, ainda conservo, um pouco dessa doce e alegre menina, deixam-me renovada. É das melhores sensações que o ser humano pode almejar sentir.

sábado, 25 de abril de 2015

A cadelinha Wendy... um animal falante!


Confesso-vos que já vi imensos vídeos sobre animais que surpreenderam-me com os seus variados talentos. Mas a cadelinha Wendy realmente deixou-me de queixo caído, como deixou o Simon e o restante júri. Um animal assim é um motivo de orgulho e merece brilhar pela sua inteligência e capacidade de aprendizagem! Parabéns, a Wendy, a cadela falante!

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Cão desportista



Eu gosto imenso de fazer caminhadas, de respirar ar puro, de apreciar a natureza, ouvir os passarinhos cantarem e de sentir o sol a queimar a pele lentamente. Todos os dias, lá vou eu, religiosamente dar o meu passeio. O que curiosamente, coincide com o horário de um certo animal, um bulldog de baixa estatura, obeso, de patas curtas e de rabo cortado que também pratica o seu exercício diário. Todos os dias, passo pelo dito animal, que caminha sozinho sempre pelo passeio, a balançar a barriga e com pequenos passos, mas determinados. Ainda me meto com ele. - Olá, cãozinho! Cá estamos nós na nossa caminhada! Mas o animal olha de lado, desconfiado, sem parar e continua  o seu percurso. Não dá confiança a ninguém! Mas eu acho imenso piada à sua forma de ser. Chega ao fim do percurso e retorna como qualquer pessoa que faz exercício físico. E lá vai ele com dificuldade, porque já é um cão sénior, mas sempre consistente e determinado na sua missão de perder peso. Depois de observar este exemplo de coragem e determinação, num cão, eu pessoalmente fico inspirada a continuar a exercitar-me. E vocês?

terça-feira, 21 de abril de 2015

Mulher é um bicho complicado

Mulher é um bicho complicado, eu falo por mim! Durante o dia, numa mulher existem dezenas de mudanças e variações de humor. Acordo bem disposta e alegre, venham lá as vizinhas para conversar que eu posso bem com elas. Á tarde já começo a ressentir-me, a ficar mais calada, reservada e a responder por sinais. Então à noite já não posso ouvir nem uma melga a voar. Mas isso não quer dizer que no outro dia seja igual, pode ser tudo ao contrário e acordar com péssimo humor e ao longo do dia, gradualmente o humor melhore consideravelmente. Nós, mulheres somos uma caixinha de surpresas! Depois digo entre dentes, mas que raio, porque não nasci homem! Então naqueles dias difíceis é melhor esquecer..! Parece que entramos num campo de batalha onde todos são inimigos! Salve-se quem puder! eh eh eh!

domingo, 19 de abril de 2015

Quem avisa, amigo é!



Se encontrarem um aviso destes, à porta de uma quinta, aconselho-vos a não entrar! Os animais têm mau feitio e ainda por cima o empregado é maluco. Imagino como serão os donos! ah ah ah!

sábado, 18 de abril de 2015

O galo, do Zé das galinhas!



Nem toda a gente pode gabar-se de ter um galo que é o terror das redondezas. Só mesmo o "Zé das galinhas" que foi a alcunha que lhe deram, porque toda a vida vendeu ovos e galinhas caseiras. Acontece que o galo do "Zé das galinhas" é um galináceo que mete respeito, forte, altivo, de crista e pescoço muito vermelhos. O bico e unhas são bastante afiadas em tom amarelo e as penas são douradas, acastanhadas e com uns laivos de branco. Não há galo que rivalize com ele, porque em pouco tempo fica completamente depenado. O bicho é bastante territorial. Ele é o rei das galinhas. Ninguém se pode aproximar da rede da copeira, que o endiabrado do bicho salta à rede com as patas em sinal de ameaça. Um dia o" Zé das galinhas" abriu a capoeira para as galinhas e o galo andarem à solta. Eles adoram comer minhocas e migalhas de pão e foi então que se deu a tragédia. A senhora Maria, a vizinha, foi a casa do "Zé das galinhas" comprar uma dúzia de ovos. O galo quando a viu aproximar-se desata a correr atrás da sua vitima. A senhora Maria, quando viu o galo com a crista muito levantada e com as asas abertas, a correr em direção a ela desata também a correr, em altos gritos e com as mãos na cabeça. E muito aflita, só consegue dizer estas poucas palavras: -Acudam-me! O raio do galo é doido! Não sei quantas voltas a senhora Maria deu à volta do quintal para se livrar do bicho. Já a escorrer suor, ofegante e completamente descontrolada agarra numa vassoura que estava perto do tanque de lavar a roupa e acerta-lhe em cheio. Mas o galo não desiste e atira-se com as patas, dezenas de vezes contra a vassoura. Só quando a senhora e o galo já estavam completamente esgotados desta luta interminável, chega, muito aflito o "Zé das galinhas"- Então, vizinha que se passa aqui! Diz a senhora Maria muito zangada e exaltada : -Prenda-me o raio do galo, Sr. Zé! Não pode deixar este animal andar à solta! Cruzes canhoto! Passado uns meses do sucedido o famoso galo acabou por ir para a panela. Parece que deu um bom arroz de galo. Nunca mais o "Zé das galinhas" teve um galo com esta personalidade.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Os anjos também cantam...


O Tone das cabras!!



O Tone anda todo o dia sozinho a pastar as cabras e a falar sozinho. Coitado, a única resposta que recebe é a das suas amigas cabras, um grande, sonoro e coletivo méééééé! E depois diz uma lenga-lenga que é mais ao menos assim. " Estava eu sentado num banco de madeira, feito de pedra fria, à luz de um candeeiro sem lâmpada, a ler um jornal sem letras que dizia, a terra é uma esfera quadrada que gira parada em torno do sol."

quinta-feira, 16 de abril de 2015

A ti Ermelinda



Eu não me canso de observar a ti Ermelinda, aquela mulher é mesmo do norte, carago! Ela levanta-se por volta das 6 da madrugada. Quando o galo canta, a ti Ermelinda já está de pé a estrelar os ovos, a cortar a chouriça ou o presunto acompanhado sempre de um pedaço de broa de milho e de uma caneca de vinho. O pequeno almoço dela é rural. Esta mulher não tem sossego, ela deita comida às galinhas, aos porcos e aos coelhos, ela lavra a terra, semeia, tira as ervas daninhas, sulfata, rega e colhe os produtos hortícolas para vender na feira. Depois lá vai ela com um braçado de couves para fazer o almoço. Sempre a traulitar a música do Tony de Matos, da mocidade perdida. Aqui há dias andou um ladrão a rondar-lhe a casa. Os vizinhos acharam suspeito aquele homem estranho e avisaram-na. Não queiram saber a reação dela de foice na mão, com os olhos vidrados, olha para o céu e em voz alta exclama:- "Venha lá esse cabrão da merda roubar-me que eu cá estou à espera dele para lhe partir o focinho com esta foice! Nem vai saber de que terra é!" Eu não duvido que a ti Ermelinda lhe faça a "folha". Ela tem a força de um homem. Tem "pelo na benta" como se diz por estas bandas! É uma mulher alta, corpulenta, muito morena, queimada pelo sol de tanto trabalhar no campo, sempre de saia cumprida e usa religiosamente um lenço florido enrolado na cabeça. É possuidora de uma beleza simples, mas quando está de mau feitio assusta qualquer mortal! Não sei ao certo o que se passou, mas a ti Ermelinda quando se pergunta pelo ladrão, fica com um sorrisinho matreiro, o olhar brilhante e diz cheia de orgulhoso: - Não te preocupes que eu já despachei essa encomenda!! Esta ti Ermelinda...! eh eh eh!

A guerra dos sexos



Não consigo perceber o sentido de nenhuma guerra. Mas confesso-vos que a guerra dos sexos dá-me o que pensar! Os homens dizem que as mulheres não prestam e que sem eles, as mulheres não podem viver. As mulheres, em contrapartida dizem que elas não precisam deles, que as mulheres são mais inteligentes e que vão dominar o mundo. Depois de ouvir a argumentação de ambos os lados fico a matutar! Será que ando a dormir com o inimigo e não sabia? E se os homens e as mulheres são tão diferentes, competitivos e independentes será que o amor, o romance e os matrimónios vão acabar? A verdade é que os namoros na maioria são lindos, é só "love", mas depois do casamento as coisas costumam azedar e de que maneira.. No namoro é mais assim, "anda cá minha gatinha, minha pombinha, minha ursinha"  e depois do casamento os animais costumam aumentar de tamanho, é mais, "anda cá minha vaca, não estás a ouvir minha porca, estás gorda como uma baleia!" Depois das agressões verbais, veem as agressões físicas. Confesso-vos que esta falta de respeito mútuo deixam-me irritada! Parece que se esqueceram que um dia já se amaram e foram felizes! Queridos, se não conseguem recuperar a relação, a autoestima, o respeito e a comunicação o melhor é cada um seguir o seu caminho. E tenho dito!

segunda-feira, 13 de abril de 2015

O meu vizinho



Tenho um vizinho que quando sai de casa derrama o frasco de perfume pela cabeça abaixo, talvez seja para disfarçar o cheiro a cavalo. O aspeto do cabelo é sempre brilhante parece que foi lambido por uma vaca e o andar dele é de cowboy, dá-me a impressão que trás ovos no meio das pernas. Os tacões das texanas quando batem nos paralelos imitam na perfeição as castanholas. Não é por ser o meu vizinho, mas o tipo chama mesmo atenção com o seu "look country". Ninguém fica indiferente a uma figura destas! Camisa aos quadradinhos, calças de ganga com uma lavagem à prova de água e sabão. O seu cão, chama-se "locomotiva", um rafeiro lingrinhas, de rabo afiado e orelhas descaídas. Passa por nós com olhar desconfiado e rosna baixinho. Este é daqueles que morde pela calada! Aqui há dias, ouvi uns gritos na casa do vizinho, parece que lhe rebentou as águas, mas foi da panela de pressão. Felizmente, ninguém se magoou, o cão é que não pode ouvir um apito se não mija-se todo. O dono, o meu vizinho vai levar o "locomotiva" a um psiquiatra de animais. Acho que faz bem, afinal os animais são nossos amigos! Mas o que o meu vizinho precisava mesmo era de umas aulas básicas de culinária, para não abrir a panela de pressão sem tirar a válvula do ar. Ou aprender a fritar um ovo sem pegar fogo à cozinha inteira. Digam o que dizerem uma mulher faz muita falta numa casa!

sábado, 11 de abril de 2015

Os homens preferem os seios naturais ou de silicone!??



Não percebo quando alguns homens criticam os tão adorados e desejados silicones. Mulheres tipo tábua lisa ficam bastante favorecidas com os silicones e agora apresentam umas maminhas bem jeitosas. Algo que ao olhar masculino não passa despercebido. Eles ficam tipo baratas tontas ou como sofressem de algum distúrbio mental fixados nas ditas. Querem lá saber se os seios são naturais ou de silicone! Adoram a forma e o volume. Não lhes façam perguntas difíceis, enquanto eles observam os seios de uma mulher, porque eles estão noutra dimensão. Coisas de homem! Uma mulher nunca vai entender semelhante fixação! ah ah ah!