O blog da Anja!

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Eu sou uma Anja dos tempos modernos que adora contar histórias! Gosto de dar asas à imaginação.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Versão tripeira da fábula da formiga e da cigarra



Num dia quente de Verão estava a aluada da cigarra, que ainda por cima era loira, burra como uma porta, a cantar e a tocar no seu violão como se não houvesse amanhã. Entretanto passa a formiga, a coitada vinha carregada com os mantimentos às costas para o Inverno, mais parecia uma mula de carga.
Diz a cigarra: - Dona formiga. ó dona formiga deixe lá essa cena de carregar comida para o buraco! E venha para a minha beira. Vamo-nos divertir à grande e à francesa! Venha ouvir estas músicas do Zé Cabra que são tão curtidas e abanar o capacete!
Diz a formiga:- Não posso, sua trenga tenho que fazer pela vida, guardar comida para o Inverno. E se tivesses algum juízo nessa tola fazias o mesmo!
Responde a cigarra, armada em finória :- Carago! Mas que gaija mais doida, não falta comida por todo o lado, devias estar naquele programa dos acumuladores que dá no canal da tlc!
A formiga não foi na conversa da cigarra e continuou a armazenar mantimentos. Os meses passaram e os dias ficaram mais frios, até que toda a Natureza em redor ficou coberta com um manto branco e gelado. Chegou o Inverno, a cigarra que estava com uma larica de criar bicho, com as patas e as antenas completamente geladas pensou:- Porra, estou tramada! Tenho a despensa vazia, não paguei as últimas facturas da edp e estou sem aquecimento central, não sei como vou safar-me desta! Se ao menos tivesse umas chouriças para assar! Hummm... O que eu daria agora por uma bela francesinha..! Tentando não entrar em pânico, a cigarra, com muito esforço tenta colocar os dois neurónios que lhe sobraram em funcionamento e pensou assim :- Aquela tinhosa da formiga é que me podia valer! Tem a despensa abarrotar de comida, acho que se eu me fizer de coitadinha e lhe der duas de letra, ela cai que nem uma patinha! E ála que se faz tarde para a casa da formiga. A formiga quando abriu a porta e viu a cigarra toda chorosa a mendigar um prato de comida, diz-lhe muito zangada :- Eu não te disse que essa cantoria toda ia acabar mal! Também te disse para largares o violão, parares com o berreiro e ires trabalhar? Preferiste cantar e tocar violão!? Portanto, agora dança! E dizendo isso fechou a porta, deixando a cigarra à própria sorte.

P.S.- A história acabaria assim, mas como a formiga é do norte, bondosa e morcona até dizer chega, abriu a porta novamente à cigarra e acolheu-a. Há coisas nesta vida que não mudam, como somos um povo hospitaleiro e com um coração de ouro a história tinha que ter um final feliz.

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