Mostrar mensagens com a etiqueta Natureza. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Natureza. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Chegou o calor

Pois é, chegou o calor, finalmente! Passa-se um ano inteiro no desejo e na esperança de uns poucos meses de sol e de calor. Com as temperaturas a subir o nosso estado de espírito muda completamente. Andamos mais alegres e optimistas. A nossa roupa é mais leve e colorida. Com o aproximar das férias, os programas ao ar livre são mais apetecíveis, piqueniques, dias passados no campo a pescar ou na praia esticados numa toalha fazem a delícia de muitos. E quem não gosta de saborear um gelado de fruta ou de chocolate?  Ou de ficar a contemplar a lua e as estrelas numa noite quente de verão? Tudo isto faz parte das atracções desta estação do ano. Os miúdos ficam de férias em Junho. depois de um ano cansativo de aulas. Porque estudar, para surpresas de alguns pode ser muito cansativo e esgotante. Depois juntam-se as famílias e começa a confusão, a algazarra, as brincadeiras das crianças e os conflitos, porque a proximidade também tem os seus aspectos negativos. Mas o mais importante é o convívio, amizade e o dialogo entre as suas famílias e amigos que surge em grande força nesta época de calor. Ouvi nas notícias que na Índia as temperaturas andam pelos 50 graus celsius, uma vaga de calor que ainda vai durar mais duas semanas. Um calor muito difícil de suportar e que já matou mil pessoas. Realmente nem quero pensar num cenário parecido para Portugal. O calor é bom, mas dentro das temperaturas normais para a época.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Um dia inesquecível





Houve uma fase na minha vida, bastante dinâmica e activa, onde pratiquei atletismo com uma atleta da minha localidade que participava em competições nacionais. Estava na fase da adolescência e gostava imenso de correr. Sempre fui uma apaixonada por desporto, natureza e acreditem que corria muito bem. Era bastante magra, leve e com uma energia imensa. Não parava quieta. Nos intervalos das aulas brincava bastante à "apanhada", uma brincadeira que exigia uma boa preparação física. Quando não tinhas aulas, às vezes uma hora ou duas seguidas, passava-as a correr sempre em brincadeira com os colegas. Fora as aulas de exercício físico, na escola, duas vezes por semana. Para mim correr era algo muito natural como andar. Lembro-me que ao final da tarde tinha aulas de atletismo à volta do pavilhão de ginástica da escola, onde eu estudava e também era habitual correr nas ruas da minha localidade. Éramos meia dúzia de jovens, corríamos em grupo e era sempre muito divertido. Tínhamos conversas próprias da idade, falávamos dos rapazes, óbvio, das aulas, dos testes e dos professores. No final de uma tarde de Verão, numa aula de atletismo recordo-me que resolvemos correr pela rua uma distância aproximadamente de uns dez kilometros. A meio do percurso, já estávamos cansados e esgotados. Naquele dia estava especialmente quente e abafado. Até que eu tive a brilhante ideia de fazermos o restante percurso pelo monte. Afinal era mais fresquinho e mais sossegado. Sem a confusão dos carros e do transito. Todos do grupo acharam uma excelente ideia. E lá fomos nós, a desbravar a mata, com as pernas cheia de espinhos das silvas e humedecidas pelas vegetação. Mas até estava a correr tudo muito bem. A sombra das árvores ajudou-nos a recuperar do calor e do esforço, por isso o grupo estava contente e bastante animado. Até que comecei a sentir um ardor nas pernas, misturado com uma comichão desesperadora. Fui obrigada a parar de correr e a coçar-me tal era o desespero e a dormência que sentia. De repente, estava o grupo inteiro a coçar-se sem ninguém conseguir mais correr. E todos perguntavam entre si o que era aquilo!?? Até que um disse: - Fogo, isto são urtigas! Olhou para mim, o colega e disse-me:- Obrigado pela excelente ideia de vir correr no monte, amiga! Ao lembrar-me, disso, hoje, não consigo não achar graça! Tal foi a confusão naquele dia por causa das urtigas. Fizemos o regresso em passo de caminhada e a coçarmos as pernas. Já ninguém mais correu! A professora estranhou aquela demora, porque chegamos mais tarde do que era habitual. A partir daí nunca mais fomos correr no meio do monte e já ninguém mais quis ouvir as minhas ideias. Pudera.... eheheheh!

terça-feira, 28 de abril de 2015

Celebrando a Primavera



Na Primavera, a Mãe natureza veste os campos de flores de imensas cores. Mas são as flores simples do campo, um basto manto bordado em flores, da cor do ouro que cobre os campos que me deixam em êxtase. Um presente abençoado de Deus para brindar a Primavera. Os pássaros, na sua missão de procriar, nos seus sons caracteristicos, no seu chilrear trazem uma dinâmica diferente e um encanto todo especial a esta linda estação do ano. O sol ilumina a minha alma. Veste de luz e de cores todo o meu ser. No ar pairam nuvens de polén, onde serpenteiam dezenas de borboletas que dançam freneticamente ao sabor do vento. O perfume inebriante das flores trazem à minha mente recordações de outrora. Vejo-me de cabelo solto, minúscula, a correr por entre os campos, livre, feliz e inocente. Ouço, mesmo que distante o meu sorriso contagiante. São lirios que desabrocham do meu ser, quando me sinto novamente criança. Reviver essa mágica fase da vida e perceber que dentro de mim, ainda conservo, um pouco dessa doce e alegre menina, deixam-me renovada. É das melhores sensações que o ser humano pode almejar sentir.

domingo, 19 de abril de 2015

Quem avisa, amigo é!



Se encontrarem um aviso destes, à porta de uma quinta, aconselho-vos a não entrar! Os animais têm mau feitio e ainda por cima o empregado é maluco. Imagino como serão os donos! ah ah ah!

sábado, 18 de abril de 2015

O galo, do Zé das galinhas!



Nem toda a gente pode gabar-se de ter um galo que é o terror das redondezas. Só mesmo o "Zé das galinhas" que foi a alcunha que lhe deram, porque toda a vida vendeu ovos e galinhas caseiras. Acontece que o galo do "Zé das galinhas" é um galináceo que mete respeito, forte, altivo, de crista e pescoço muito vermelhos. O bico e unhas são bastante afiadas em tom amarelo e as penas são douradas, acastanhadas e com uns laivos de branco. Não há galo que rivalize com ele, porque em pouco tempo fica completamente depenado. O bicho é bastante territorial. Ele é o rei das galinhas. Ninguém se pode aproximar da rede da copeira, que o endiabrado do bicho salta à rede com as patas em sinal de ameaça. Um dia o" Zé das galinhas" abriu a capoeira para as galinhas e o galo andarem à solta. Eles adoram comer minhocas e migalhas de pão e foi então que se deu a tragédia. A senhora Maria, a vizinha, foi a casa do "Zé das galinhas" comprar uma dúzia de ovos. O galo quando a viu aproximar-se desata a correr atrás da sua vitima. A senhora Maria, quando viu o galo com a crista muito levantada e com as asas abertas, a correr em direção a ela desata também a correr, em altos gritos e com as mãos na cabeça. E muito aflita, só consegue dizer estas poucas palavras: -Acudam-me! O raio do galo é doido! Não sei quantas voltas a senhora Maria deu à volta do quintal para se livrar do bicho. Já a escorrer suor, ofegante e completamente descontrolada agarra numa vassoura que estava perto do tanque de lavar a roupa e acerta-lhe em cheio. Mas o galo não desiste e atira-se com as patas, dezenas de vezes contra a vassoura. Só quando a senhora e o galo já estavam completamente esgotados desta luta interminável, chega, muito aflito o "Zé das galinhas"- Então, vizinha que se passa aqui! Diz a senhora Maria muito zangada e exaltada : -Prenda-me o raio do galo, Sr. Zé! Não pode deixar este animal andar à solta! Cruzes canhoto! Passado uns meses do sucedido o famoso galo acabou por ir para a panela. Parece que deu um bom arroz de galo. Nunca mais o "Zé das galinhas" teve um galo com esta personalidade.