Esta semana decidi que ia passar uma tarde na praia. Fui munida de toda a artilharia pesada, nomeadamente: o guarda-sol, pára vento, toalhas, chapéus, chinelos, protector solar, água e fruta. Até parece que levei metade da casa para a praia! Os vizinhos deviam achar que eu estava de mudanças ou algo parecido. Sempre que eu vou passar um dia ou uma tarde, na praia a confusão é sempre igual. Carregar tudo para o carro, enfrentar o calor e a distância. Escolher o biquíni também é uma tarefa complicada, se levo o lilás, o rosa ou o laranja... Nunca sei qual deles me favorece mais. Ano passado, gostava mais de me ver com o lilás, agora o biquíni laranja com amarelo é tudo de bom! Enfim.... Mal estacionamos o carro, eu e a minha família tivemos que carregar novamente todos as nossos pertences e encontrar um bom lugar na praia para ficar. Depois é montar o guarda-sol, o pára vento e organizar toda a bagunça. Confesso que quando me deito, finalmente na toalha da praia, estou exausta e sem a mimina vontade de mexer nem uma palha! Preciso mais de meia hora deitada na areia e no silêncio para recuperar física e psicologicamente. Depois de uns bons goles de água mineral, já mais animada, levanto-me e rumo em direcção ao mar para experimentar a temperatura da água salgada, só molhando os pés :- Caramba, a água está gelada! Reclama ao meu lado, a senhora idosa de fato de banho azul marinho ao esposo. Eles não perdem tempo e regressam rapidamente aos seus pertences para esticarem-se novamente nas toalhas. Eu olho ao meu redor e sorridente digo à minha família: - Hoje parece que ninguém vai tomar banho! As zonas próximas a água estavam desertas, não se via nem mesmo um único homem com coragem para enfrentar as temperaturas baixas marítimas e dar um fantástico mergulho. Eu gostei do desafio e fui entrando aos poucos na água, o que me deixou quase com as pernas paralisadas pelo frio. Fiquei alguns minutos a molhar-me, aos poucos para me habituar à temperatura. Em menos de cinco minutos estava completamente imergida no mar só com a cabeça de fora. Confesso que não sei nadar, mas o facto de estar assim mergulhada numa poça de água salgada que se formou entre as rochas, é um enorme prazer para mim! Entro numa espécie de transe ou de meditação, observando os pequenos peixes que brincam entre as minhas mãos. Procuro desenterrar, delicadamente algumas pedras coloridas, búzios e conchas que ficaram escondidos na areia. Pareço mesmo uma criança explorando o fundo do mar. Não sinto que o tempo passou, não sinto que cresci, não sinto a água gelada, só sinto aquele prazeroso balançar das ondas que batem de mansinho no meu corpo. Sou invadida por aquela paz e harmonia com a natureza e fico profundamente relaxada, só apreciando o momento. Até porque a maré estava a ficar vazia nesse dia. Devo ter passado uma meia hora mergulhada na água e nas minhas memórias. E depois de muita persistência de um familiar, contrariada saio finalmente da água : - Vais ficar doente, vai ficar com uma valente constipação! Eu abanava a cabeça em sinal negativo. Há minha volta, os banhistas olhavam para mim incrédulos e abismados com a minha ousadia ou suposta loucura e eu simplesmente sorria. Como quem diz: - Não fiz nada de especial. A água está óptima! Não sabem o que perderam!
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quinta-feira, 16 de julho de 2015
Uma tarde na praia
Esta semana decidi que ia passar uma tarde na praia. Fui munida de toda a artilharia pesada, nomeadamente: o guarda-sol, pára vento, toalhas, chapéus, chinelos, protector solar, água e fruta. Até parece que levei metade da casa para a praia! Os vizinhos deviam achar que eu estava de mudanças ou algo parecido. Sempre que eu vou passar um dia ou uma tarde, na praia a confusão é sempre igual. Carregar tudo para o carro, enfrentar o calor e a distância. Escolher o biquíni também é uma tarefa complicada, se levo o lilás, o rosa ou o laranja... Nunca sei qual deles me favorece mais. Ano passado, gostava mais de me ver com o lilás, agora o biquíni laranja com amarelo é tudo de bom! Enfim.... Mal estacionamos o carro, eu e a minha família tivemos que carregar novamente todos as nossos pertences e encontrar um bom lugar na praia para ficar. Depois é montar o guarda-sol, o pára vento e organizar toda a bagunça. Confesso que quando me deito, finalmente na toalha da praia, estou exausta e sem a mimina vontade de mexer nem uma palha! Preciso mais de meia hora deitada na areia e no silêncio para recuperar física e psicologicamente. Depois de uns bons goles de água mineral, já mais animada, levanto-me e rumo em direcção ao mar para experimentar a temperatura da água salgada, só molhando os pés :- Caramba, a água está gelada! Reclama ao meu lado, a senhora idosa de fato de banho azul marinho ao esposo. Eles não perdem tempo e regressam rapidamente aos seus pertences para esticarem-se novamente nas toalhas. Eu olho ao meu redor e sorridente digo à minha família: - Hoje parece que ninguém vai tomar banho! As zonas próximas a água estavam desertas, não se via nem mesmo um único homem com coragem para enfrentar as temperaturas baixas marítimas e dar um fantástico mergulho. Eu gostei do desafio e fui entrando aos poucos na água, o que me deixou quase com as pernas paralisadas pelo frio. Fiquei alguns minutos a molhar-me, aos poucos para me habituar à temperatura. Em menos de cinco minutos estava completamente imergida no mar só com a cabeça de fora. Confesso que não sei nadar, mas o facto de estar assim mergulhada numa poça de água salgada que se formou entre as rochas, é um enorme prazer para mim! Entro numa espécie de transe ou de meditação, observando os pequenos peixes que brincam entre as minhas mãos. Procuro desenterrar, delicadamente algumas pedras coloridas, búzios e conchas que ficaram escondidos na areia. Pareço mesmo uma criança explorando o fundo do mar. Não sinto que o tempo passou, não sinto que cresci, não sinto a água gelada, só sinto aquele prazeroso balançar das ondas que batem de mansinho no meu corpo. Sou invadida por aquela paz e harmonia com a natureza e fico profundamente relaxada, só apreciando o momento. Até porque a maré estava a ficar vazia nesse dia. Devo ter passado uma meia hora mergulhada na água e nas minhas memórias. E depois de muita persistência de um familiar, contrariada saio finalmente da água : - Vais ficar doente, vai ficar com uma valente constipação! Eu abanava a cabeça em sinal negativo. Há minha volta, os banhistas olhavam para mim incrédulos e abismados com a minha ousadia ou suposta loucura e eu simplesmente sorria. Como quem diz: - Não fiz nada de especial. A água está óptima! Não sabem o que perderam!
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Chegou o calor
Pois é, chegou o calor, finalmente! Passa-se um ano inteiro no desejo e na esperança de uns poucos meses de sol e de calor. Com as temperaturas a subir o nosso estado de espírito muda completamente. Andamos mais alegres e optimistas. A nossa roupa é mais leve e colorida. Com o aproximar das férias, os programas ao ar livre são mais apetecíveis, piqueniques, dias passados no campo a pescar ou na praia esticados numa toalha fazem a delícia de muitos. E quem não gosta de saborear um gelado de fruta ou de chocolate? Ou de ficar a contemplar a lua e as estrelas numa noite quente de verão? Tudo isto faz parte das atracções desta estação do ano. Os miúdos ficam de férias em Junho. depois de um ano cansativo de aulas. Porque estudar, para surpresas de alguns pode ser muito cansativo e esgotante. Depois juntam-se as famílias e começa a confusão, a algazarra, as brincadeiras das crianças e os conflitos, porque a proximidade também tem os seus aspectos negativos. Mas o mais importante é o convívio, amizade e o dialogo entre as suas famílias e amigos que surge em grande força nesta época de calor. Ouvi nas notícias que na Índia as temperaturas andam pelos 50 graus celsius, uma vaga de calor que ainda vai durar mais duas semanas. Um calor muito difícil de suportar e que já matou mil pessoas. Realmente nem quero pensar num cenário parecido para Portugal. O calor é bom, mas dentro das temperaturas normais para a época.
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