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sexta-feira, 5 de junho de 2015
Ai Jesus!
Depois de tantos anos no Benfica, o treinador Jorge Jesus resolveu sair do Benfica e abraçar outro clube e outras desafios. Decidiu aceitar a proposta bastante aliciante em termos remuneratórias do Sporting e treinar a equipa dos leões. Se por um lado os adeptos do Benfica ficaram indignados e chocados, não é menos verdade que os adeptos do Sporting mostraram o seu total desagrado em terem o antigo adversário a treinar a sua equipa do coração. Esta mudança radical de treinadores deu uma volta de 180 graus na cabeça de milhões de adeptos e alterou os destinos dos clubes e quiçá das suas futuras vitórias ou fracassos. Esta notícia caiu como uma bomba no seio desportivo, após a vitória do Benfica que se tornou recentemente bicampeão. E o ex-treinador do Benfica, Jorge Jesus que gozava de uma popularidade e de uma devoção desportiva invejável caiu do "altar" e partiu-se em mil pedacinhos. O amor ao clube, à equipa e aos adeptos não foi suficiente para o demover da ideia de partir do clube benfiquista para o clube adversário. Acabou-se os bons tempos, onde o manto protector que envolvia o mais mediático dos treinadores se foi. Daqui para a frente terá que lidar com muita pressão, desagrado e contestação geral. Esperando pelo desenrolar dos acontecimentos, só posso desejar-lhe boa sorte, porque ele vai precisar, ao novo treinador do Sporting, Jorge Jesus!
quinta-feira, 21 de maio de 2015
A febre do futebol
Dei por mim a pensar nos últimos acontecimentos da final da taça da liga. E como o futebol tem a capacidade de fazer renascer no ser humano o seu lado mais selvagem, primitivo e violento. O futebol, um desporto hipervalorizado na nossa sociedade, capaz de agregar milhões de adeptos em todo o mundo e que movimenta montantes exorbitantes. Onde os melhores jogadores ganham salários milionários, podendo usufruir de uma vida de ostentação e riqueza graças a todos nós. Os adeptos vivem tão intensamente a magia do futebol a ponto de uma derrota ou até mesmo uma vitória tornar-se um motivo plausível para a agressão e violência. Eu diria que o futebol é o ópio do povo. Quando se aproxima um jogo importante, a maioria fica em euforia, organiza o mais possível as suas tarefas diárias para que posso ver o jogo com a família ou com os amigos no café. Ou então ficam colados ao rádio para poderem acompanhar todos os pormenores do jogo que está a decorrer. Acabam por esquecer os problemas que o país atravessa, todas as amarguras da vida e dificuldades para mergulharem nesta ilusão desportiva que é o futebol. E esquecem-se que à custa deles uma indústria bem organizada e muito bem montada se alimenta e próspera. Onde os meios de comunicação tiram o seu ganha-pão diário, porque o futebol aumenta imenso as audiências, por isso dão tamanho relevo e importância ao futebol. Enquanto outras modalidades desportivas de grande beleza e exigência física são desprezadas. E têm muita dificuldade em encontrar patrocínios. No meu ponto de vista não se é menos português nem se tem menos amor à pátria, porque alguns, assim como eu, não vivem o futebol com tamanha intensidade, quase de uma forma febril. Eu tenho as minhas preferências desportivas e gosto de ver a selecção a jogar, mas tento viver essas emoções de uma forma equilibrada e um pouco distante. Confesso-vos que nunca fui a nenhum estádio de futebol ver um jogo ao vivo, porque tenho receio dessa violência crescente nos jogos. E, infelizmente acho mesmo que os pais não devem levar os filhos a ver os jogos de futebol pelo perigo físico e psicológico que pode representar. Num mundo perfeito, todos os desportos teriam um impacto positivo e extremamente saudável na vida de todos nós, mas pelos vistos estamos longe de atingir essa maturidade e sabedoria, apesar de todos os progressos científicos e tecnológicos continuamos a ser dominados pelos nossos instintos mais primitivos e selvagens.
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